segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Testemunho de Cipriano

           Cipriano que ficou conhecido como O Feiticeiro , assim chamado para distingui-lo do também famoso São Cipriano, Bispo de Cartago, nasceu em 250 d.C em uma família rica, poderosa e pagã na Antioquia região situada entre a Síria e Arábia, pertencente ao governo da Fenícia, as biografias que contam a história desse mártir são confusas e por vezes questionáveis, porém sempre concordam com esses pontos acima citados, uma grande questão levantada é sobre o nome Cipriano que por muitos é entendida como sinônimo da palavra Cipriota, que é a pessoa que nasceu na ilha chamada Chipre.
            Cipriano foi levado desde o sete anos por sua família a prática do ocultismo, aos 10 anos foi enviado para o monte Olimpo onde iria aprender encantamentos e feitiços diabólicos, aprendeu a proferir conjuros e maldições e começou a ver demônios, espectros, fantasmas e conjurá-los para que servissem aos seus malignos propósitos. Abaixo temos um relato extraído do portal da Igreja Cristã Ortodoxa onde Cipriano conta como foi seu encontro com nosso inimigo:

              " Eu vi o próprio príncipe das trevas depois de oferecer a ele os sacrifícios. Ele apareceu. Cumprimentei-o e à corte que o seguia, formada por diabos muito antigos. Ele gostava de mim. Elogiou minha inteligência. E prometeu fazer de mim um príncipe depois da minha morte e durante minha vida terrena, dispôs-se a ajudar-me em tudo. E concedeu uma legião de demônios para me servir.

             Sua aparência era semelhante a uma flor: a cabeça coroada por uma tiara espectral dourada como ouro e ornada com pedras brilhantes. Como resultado, o espaço à sua volta resplandecia... Me entreguei totalmente a seu serviço naquela época, obedecendo a seu comando todos os dias."
                                                                          fonte: http://orthodoxinfo.com/death/cyprian_justina.aspx 

            A partir dai Cipriano se notabilizou  nos estudos da feitiçaria e das ciências ocultas como a alquimia, astrologia, adivinhação e as diversas modalidades de magia. Após muito tempo viajando pelo Egito, Grécia e outros países aperfeiçoando seus conhecimentos, aos trinta anos de idade Cipriano chega à Babilônia a fim de conhecer a cultura ocultista dos Caldeus. Foi nesta época que encontrou a Bruxa de Évora, onde teve a oportunidade de intensificar seus estudos e aprimorar a técnica da premonição. Évora morreu em avançada idade, mas deixou seus manuscritos para Cipriano, os quais foram de grande proveito. Assim, o feiticeiro dedicou-se arduamente, e logo se tornou conhecido, respeitado e temido por onde passava alcançando riquezas e poder.

        Até que...
        Até que um jovem de Antioquia de nome Aglaide recorreu ao famoso bruxo, procurando-o para enfeitiçar e assim desposar um bela donzela cujo nome era Justina, no melhor estilo trago seu amor de volta em três dias o mago aceitou e começou a fazer os "trabalhos". Justina era de família pagã mas havia se convertido ao Cristianismo ouvindo as pregações do diácono Prailo, Justina começou a dedicar sua vida as orações, consagrando-se e preservando sua virgindade.
Cipriano invoca um demônio contra Justina
       O bruxo, não só desprezava o cristianismo como também se deleitava em ridicularizar os símbolos sagrados daquela religião bem como seus sacerdotes tendo, inclusive, se engajado em um movimento de perseguição aos fiéis, empregou todos os seus conhecimentos e auxiliares diabólicos para enfraquecer e dominar a vontade determinada de Justina, investiu na tentação demoníaca sobre Justina. Fez uso de um pó que despertaria a luxúria, ofereceu sacrifícios aos demônios e empregou diversas obras malignas. Porém nada surtia efeito; os recursos iam se esgotando e Cipriano incomodava-se porque começava a desconfiar que não era suficientemente poderoso, ou não tanto quanto se achava ser.
        Atormentou a jovem com todo o tipo de armadilhas da sedução mental; falhando a sutileza, atacou enviando demônios que produziam terríveis visões. Mas Justina não se deixou intimidar sempre protegida por uma infinita fé na proteção de Jesus. Contra todas as investidas do Mago, usava somente um signo, fazia somente um gesto, o Sinal da Cruz. 
        Cipriano vendo o poder de Deus triunfar sobre o pode das trevas começou a questionar sua práticas, a ineficácia do poder mal sobre Justina acabou desiludindo-o e o fazendo voltar-se contra o demônio, Cipriano percebera que apesar de tantos anos de estudo das artes ocultas nada podia fazer perante o poder de Jesus Cristo, rejeitando assim a todo as mentiras e enganos em que vivia e convertendo-se  também ele ao Cristianismo.
          A Graça do Senhor desceu sobre ele e o maligno teve seus poderes anulados. Naquele momento, Cipriano rompeu o Pacto com o Diabo e dali em diante começou uma trajetória de duras provas que confirmaram sua fé em Jesus Cristo. Uma vez converso cristão, o ex-bruxo teria queimado todos os seus cadernos de feitiçaria além de distribuir seus bens entre os pobres. Essa informação, repetida em várias versões da vida do bruxo, de que ainda no século III, Cipriano, o Feiticeiro, atirou seus estudos ao fogo, coloca em dúvida a autenticidade da autoria de todos os Livros de São Cipriano, desde a Idade Média até os dias de hoje. 
         As notícias da conversão e das obras cristãs de Cipriano e Justina, chegaram até o imperador romano Diocleciano que se encontrava na Nicomédia. Assim, logo foram perseguidos, presos e torturados. Frente ao imperador, viram-se forçados a negar a fé cristã. Justina foi chicoteada e Cipriano açoitado com pentes de ferro, mas não cederam. Irritado com a resistência, Diocleciano ainda lançou Cipriano e Justina numa caldeira fervente de banha e cera. Os mártires não renunciaram e tampouco transpareciam sofrimento. O feiticeiro Athanasio, que havia sido discípulo de Cipriano, julgou que as torturas não surtiam efeito devido a algum sortilégio lançado por seu ex-mestre. Na tentativa de desafiar Cipriano e elevar a própria moral, Athanasio invocou os demônios e atirou-se na caldeira. Seu corpo foi dizimado pelo calor em poucos segundos.
       Após este fato, o imperador Diocleciano finalmente ordenou a morte de Justina e Cipriano. No dia 26 de setembro de 304, os mártires e um outro cristão de nome Teotiso, foram decapitados às margens do rio Galo da Nicomédia. Os corpos ficaram expostos por seis dias, até que um grupo de cristãos recolheu e os levou para Roma, ficando sob os cuidados de uma senhora chamada Rufina. Já no império de Constantino, os restos mortais foram enviados para a Basílica de São João de Latrão.
        Cipriano assim como Justina foram canonizados pela Igreja Católica de Roma, porém Cipriano foi em 1969 retirado do calendário de festas Católicas por causa da falta de evidências históricas de sua existência Em 2001, seu nome foi removido do Martirológio Romano, lista de santos depois de uma revisão acadêmica-hagiográfica.
          O que  realmente importa dentro da história do testemunho de Cipriano é o grande poder de transformação que Deus tem, um poder tão grande que transforma um renomado feiticeiro em mártir, e nos nossos dias isso não mudou Jesus e seu amor continuam transformando vidas por onde passam, vale lembrar que a FÉ de JUSTINA foi a única Bíblia que Cipriano leu, então após conhecermos o testemunho dos dois que tal pararmos para refletir como anda o nosso testemunho, será que o meu vizinho se converteria através dele? será que meu colega de trabalho sabe que eu sou Cristão?
           Que Deus nos conceda que nosso testemunho sempre engrandeça o nome dEle!!

PAZ DO SENHOR A TODOS!!!           
               

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